FRANCISCO e o SOL DAS NOITES
Foi pena ter desaparecido este texto. Tenho saudades dele porque corresponde ao momento em que comecei a fazer o luto pelo desaparecimento físico do Madeira Luiz que, durante os anos do Alzheimer, foi para mim um holograma muito querido com quem conversava sobre as coisas da vida. Ainda existia, embora tivesse deixado de o ver em 2015. De noite, eu interpelava-o e ele esclarecia-me com toda a sua sabedoria e a sua sensibilidade sobre como resolver aquela questão... e aquele outro problema... Era qualquer coisa neste género. Por isso intitulei este segundo texto que escrevi quando deixei de ouvir o holograma, ou seja, quando o Madeira Luiz passou a ser o Francisco, «FRANCISCO e o SOL DAS NOITES». (2 de Abril de 2021)